Anti-guia de como dançar bem.
Anti-guia de como dançar bem. (Parte 1)
Em toda a minha vida recebi e ouvi
críticas, de pessoas leigas sobre a dança, que eu não havia nascido com esse
dom e que dançava diferente, estranho e exagerado. Após alguns meses cursando
dança descobri que os corpos têm suas singularidades e o encanto de tudo está
exatamente nisso. Qual seria a graça se todos nós fossemos como clones ou
robôs, capazes de executar apenas a mesma dança? Como poderíamos fugir dessa
monotonia? Por conta disso, a dança se torna tão complexa e fascinante, porque
não é como uma equação com a resposta exata, e sim como navegar no mar com
infinitas possibilidades e direções para seguir.
A curiosidade de pesquisar sobre o
assunto se expandiu sobre mim, então comecei minha pesquisa na mesma hora. Como
sabemos hoje em dia tudo que você quiser saber sobre algo basta jogar na
internet que ela sempre dará retorno, seja ele bom ou ruim. Procurei por “como
dançar bem?” sem expectativas, acreditando que haveriam poucos resultados,
entretanto, um emaranhado de textos, blogs e informações apareceram de
imediato. Naquele momento me deparei com vários “guias”. Vocês acham que eram
falando que era normal não conseguir dançar como fulana ou que cada um tem seu
jeito diferente de se expressar corporalmente? Quem dera! Me deparei com dicas
para conseguir dançar como fulana, que com muito treinamento e repetição seria
possível se aproximar do jeito da fulana e até era normal não nascer com o
“molejo” para dançar. Até acredito que possam existir pessoas que nascem
predestinadas para exercer essa arte, como se fosse um dom mesmo, mas molejo?
Todos nós temos!


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